Peeling Químico

Peeling químico é a esfoliação controlada da pele para uso médico e melhoria estética. A história dos peelings químicos iniciou-se na antiguidade, quando os egípcios tomavam banho com leite fermentado para amaciar a pele, fazendo uso das propriedades de um alfa-hidroxiácido, o ácido lático. Embora o uso dos peelings químicos remonte aos tempos do Egito antigo, nossa compreensão da ciência por trás dos peelings ainda está evoluindo.

Estudos científicos recentes investigando os efeitos histológicos e de longo prazo dos peelings fornecem dados para apoiar as observações clínicas. O dano controlado dos peelings é seguido pela liberação de citocinas e mediadores da inflamação, resultando em espessamento da epiderme, depósito de colágeno, reorganização dos elementos estruturais e aumento do volume dérmico. A profundidade depende do tipo de pele, tratamentos prévios, local anatômico, desengorduramento, técnica de aplicação, agente utilizado, entre outros.

A classificação mais utilizada divide os peelings em: muito superficiais (córnea), superficiais (epiderme), médios (derme papilar) e profundos (derme reticular).

As principais indicações dos peelings químicos são: fotoenvelhecimento, prevenção do câncer de pele no fotoenvelhecimento grave, melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas acastanhadas), acne e seborreia, além de cicatrizes de acne. Nas regiões extrafaciais são recomendados os peelings superficiais seriados, já que a recuperação é mais lenta e difícil devido à menor quantidade de anexos cutâneos. Os resultados corporais são inferiores aos obtidos na face. O número de sessões necessárias varia com a indicação e tipo de agente empregado.

Os peelings químicos são procedimentos realizados em consultório médico, com várias indicações, de uso isolado ou combinado com outras técnicas, como no tratamento das cicatrizes de acne e no rejuvenescimento facial.

Referências:

  • Basic chemical peeling: Superficial and medium-depth peels – J Am Acad Dermatol 2019;81:313-24.
  • Nótulas Terapêuticas Dermatus Cosmética Médica, Jan 2011, Ano XXVI, no 73.
  • Revisão sistemática sobre peelings químicos – Surgical & Cosmetic Dermatology 2009;1(1):37-46.